Postado em: 02/03/2014 às 20h05

Quem será o “bode expiatório” usado para justificar a morte de Gel Lopes?

              

 

O dia 27 de fevereiro de 2014 entrará, para sempre, na memória de todo o Extremo Sul Baiano como um dia negro. Negro, não no sentido da cor da pele, mas, sim, de ver manchado o chão da cidade de Teixeira de Freitas pelo sangue de um jornalista, que, em pleno exercício de sua profissão, acabou sendo vítima da violência que assola o nosso país. Só que desta vez esse ato violento veio para calar a voz de alguém que denunciava os mandos e desmandos políticos da região.

Nos quatros cantos do Extremo Sul da Bahia (e por que não dizer do Brasil?), o sentimento de consternação pela morte de Gel Lopes, tomou conta da sociedade. Prova disto é que as redes sociais ficaram cheias de homenagens, condolências e pedidos de providências. Todos clamando por justiça pelo sangue de um pai de família, derramado injustamente.

Particularmente, sofri na pele a dor da perda, pois pra mim era um noite tranquila. Após o trabalho, cheguei em casa, tomei banho, descansei e resolvi visitar uma amiga. A caminho, recebi a ligação do meu irmão Neto Eletricista, que já estava preocupado, achando que o ocorrido foi comigo. Quando falou comigo, ele se tranquilizou e me informou o que tinha ocorrido. Então, encaminhei-me imediatamente para o local. E como eu já estava na moto, foi questão de minutos até eu chegar lá.

No telefonema, Neto me informou que Gel Lopes teria sido baleado. Chegando ao local, me deparo com uma das cenas que muito dificilmente sairá da minha cabeça: Jóris Bento Xavier, filho do jornalista, deitado ao chão, chorando, desesperado, a perda do pai e a esposa da vítima, numa cadeira, com a perna ferida à bala. Até então, a minha ficha, de que Gel estava morto, ainda havia tinha caído. Conversei com os policiais e eles me confirmaram a sua morte.

Naquele momento, o desespero de Jóris já era meu. Uma angústia muito grande começou a tomar conta de mim, mas eu precisava acalmá-lo. Não é pra menos. Perder o pai não é fácil, inda mais da forma como tudo aconteceu.

Meu telefone não parava de tocar. Uns me dando informações, outros querendo saber se não tinha sido eu a vítima.  Até meus familiares ligaram o acontecimento à minha pessoa.

Os colegas de imprensa, aos poucos, foram chegando. Cada um se lamentava de uma forma, mas ninguém foi mais emotivo que Thiago Ramos, o "Capitão dos Repórteres”, que entrou em desespero. Para ele, aquilo era um insulto, não só para ele, como também para todos os profissionais que ali chegava, que viam o episódio como uma afronta à liberdade de imprensa.

No final da perícia a constatação. Seis disparos de pistola 9mm foram utilizados para silenciar a voz de um jornalista. A bala de 9mm é preparada para romper carro forte. Seis balas dariam para matar muito mais que seis pessoas, dado o poder destruidor que uma bala desse calibre possui.

Afinal, quem teria tanta raiva de Gel Lopes, a ponto de tirar a sua vida de forma tão cruel? A quem interessava o silêncio do jornalista?

Essas perguntas precisam de respostas, mas quem nos dará?

Será a Polícia Civil, o Poder Judiciário?

É uma tática muito comum em nossa região usar o chamado "bode expiatório” para explicar a autoria dos crimes.

Talvez não estejam entendendo o que estou dizendo, mas eu explico.

O "bode expiatório” é pessoa ou coisa à qual são atribuídas as culpas alheias. Assim, começam transformar a vítima em marginal, traficante, ladrão, assassino e outras coisas mais, e usam-na como motivação ao tráfico de drogas, ou um crime passional, quando há envolvimento amoroso; apresentam um acusado, que não consegue convencer nem o próprio delegado que investigou, quanto mais à sociedade.

Diversos casos aqui foram elucidados dessa forma. Por exemplo, no de Mauricio Cotrim usaram tanto "bode expiatório”, que ninguém sabe qual a verdadeira versão do crime. Outro é o de André Serra, onde usaram Araújo como "bode expiatório”, acabando, assim, com a carreira de um bom delegado. Mas não convenceu ninguém da versão apresentada por eles e o crime ficou impune. E agora o caso Gel Lopes.

Durante o enterro, uma pessoa ligada à administração municipal, teria tentado "empurrar goela abaixo” a famosa "Máfia do Carvão” como desculpa para o crime. Na verdade, esta máfia nunca existiu. A única finalidade dela, que parou o Extremo Sul num verdadeiro espetáculo circense, foi ajudar as grandes empresas de celuloses, acabando com o pequeno produtor de carvão, e o governo do estado, que queria aumentar sua arrecadação de impostos. Daí, então, surge uma indagação: já que a "Máfia do Carvão” foi pra valer, o que aconteceu com os acusados?

Em seu discurso, no funeral, o prefeito João Bosco tentou ligar o caso Gel Lopes ao de Cotrim e Ivan Rocha. Chegou ao disparate de dizer que o mesmo unia o radialista (Ivan Rocha), e o político (Mauricio Cotrim). Claro que Gel foi as duas coisas, mas qual interesse da ligação?

Onde está o dossiê que a vítima teria acabado de montar em Salvador, Camaçari e outros municípios da região metropolitana na Bahia? Qual era o assunto desse documento e sobre quem ele falava? Alguém sabia de seu conteúdo? Qual era administração da região do Extremo Sul que coloca sub judice os processos licitatórios? Que cidade do Extremo Sul, a maioria das empresas vem de Salvador, Camaçari e região metropolitana da Bahia?

Suposições é o que não faltam para tentar justificar o assassinato do querido Gel Lopes. Até traição esteve dentre estas.

Pelo lamentável episódio, não precisa ser investigador para perceber que foi tudo planejado. O local em que o crime ocorreu, por exemplo, não era de costume visitação do ex-vereador. Ele, ocasionalmente naquele dia, foi levar o colega repórter esportivo Djalma que estava recém-operado.

Será que um homem traído planejaria um crime desses? E a tal "Máfia do Carvão”, por que demoraria tanto tempo para esse acerto de contas, já que se passaram quase dois anos desde que Gel teria tocado na suposta máfia?

Tenho certeza de que, como eu, muita gente gostaria de ter acesso ao conteúdo do tal dossiê. Mas isso, certamente, será difícil (se não impossível).

As forças de segurança do nosso estado precisam saber que não aceitamos, e nem vamos aceitar, o "bode expiatório” como autor do crime de Gel Lopes ou que o transforme em bandido.

A imprensa do nosso Extremo Sul está unida. Queremos uma minuciosa investigação da Polícia Federal, pois esperamos que haja um aprofundamento nesse caso e não algo montado para "tampar o sol com a peneira”.

Fica aqui a minha espera da resolução deste crime e também indignação com o mesmo.

Pois Jotta Mendes é radialista e repórter. 

 

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Postado em: 01/03/2014 às 18h16

VAMOS APRENDER COM GANDHI E COMBATER A IMPUNIDADE DE FORMA NÃO VIOLENTA

                                               

 

Tanto Martin Luther King como Nelson Mandela se inspiraram em Gandhi seguindo o principio do "Satyagraha”, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade” ou "a busca da verdade”. Ambos combateram o racismo de forma pacífica sem o uso da violência.

Gandhi e Mandela começaram a sua luta usando a força, mas depois descobriram que a maior vulnerabilidade dos inimigos estava na moralidade. Hoje vivemos em um País que os governantes sentem vergonha de serem honestos, como já dizia Rui Barbosa.

Por conta dessa atitude a corrupção campeia em nosso país e a impunidade é vista a cada instante. Ainda esta semana o Supremo Tribuna de Justiça, votou a favor dos réus que já tinham sido condenados por formação de quadrilha, com isso conseguiu reduzir a pena, que antes tinha sido imposta pelo próprio Tribunal de Justiça.

Como a impunidade está, cada vez mais, sendo institucionalizada em nosso País, todos que foram eleitos pelo partido governista, vem cada vez mais apostando na impunidade, sendo capazes de eliminar quem atravessar na frente deles, um dos exemplos mais emblemáticos foi o ex-prefeito de São Bernardo, Celso Daniel, que depois de eleito não aceitou fazer o jogo pré-estabelecido. Portanto quem haverá de contrariar?

Estamos vivendo o trauma do bárbaro assassinato do jornalista Gel Lopes, que além de ser jornalista, ele costumava dizer que também era uma liderança política, pois tinha a maioria dos votos do seu querido e amado distrito de Santo Antônio, e isso lhe dava ânimo para tentar alçar voos mais altos, tanto assim, que já tinha se lançado como pré-candidato a deputado federal.

No momento, não podemos e nem devemos apontar o dedo para ninguém, mas fica uma pergunta no ar: A quem interessaria a morte de Gel Lopes? Cabe à polícia e aos órgãos especializado apurar a morte de Gel, para que mais um crime bárbaro, não caia na longa lista dos crimes impunes.

Um site já divulgou que a polícia não descarta a possibilidade de que o crime tem a ver com as questões política, porém não podemos descartar outras linhas de apuração, uma vez que Gel sempre foi um jornalista polêmico e enquanto repórter policial ele mesmo afirmava que era profissão perigo. Como ele atuava na linha do jornalismo investigativo, denunciando corajosamente tudo que encontrava pela frente, com isso colocava a vida em risco permanente. O caso mais corajoso dele foram as matérias que divulgou contra a máfia do carvão.

Um fato é certo, não vai ser fácil descobrir quem mandou assassinar Gel Lopes, mas esse é um crime que a sociedade e a imprensa vai exigir das autoridades e do Estado, apuração e punição dos responsáveis. Ainda mais, a imprensa não está disposta a aceitar bodes expiatórios, como aconteceu no caso do ex-deputado Mauricio Cotrim.

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Postado em: 23/02/2014 às 07h31

ENCONTROS E DESENCONTROS DO GOVERNO DE JOÃO BOSCO

                            

 

 

Depois de uma eleição é recomendável que se faça um estudo para saber as razões do resultado da eleição, independente de quem ganha ou perde. Normalmente quem perde, aprende mais com a adversidade, porém quem ganha acha que a vitória é auto explicável e aparece mil pais, e cada um se acha com direito adquirido.

Para analisar o resultado da eleição de 2012, deve-se partir do resultado de 2008, em que os três principais candidatos tiveram a seguinte pontuação: Padre Apparecido 47%, Temóteo 30% e João Bosco 22%. Portanto em 2012 os eleitores do Padre é que daria a vitória a um dos dois candidatos, com a eleição polarizada entre João Bosco e Temóteo. Como Temóteo tinha a maior rejeição absoluta, a tendência da maioria dos eleitores do Padre seria votar contra Temóteo.
Para Temóteo ter chance de ganhar a eleição, precisaria ter mais dois candidatos competitivos, no caso Lucas Bocão e Marta Helena, ambos apareciam com cerca de 15% e tinham condições de crescer, dividindo com João Bosco os votos que não votariam em Temóteo. Entretanto como os dois não saíram candidatos, a tendência natural seria a maioria dos votos do Padre ir para João Bosco. Para isto acontecer teve dois atores importantes: o Padre Apparecido e Uldurico Pinto, ambos contribuíram decisivamente para a vitória.

Partindo dessa análise, o primeiro grande erro de João Bosco foi ter hostilizado o Padre Apparecido e não ter dado espaço no governo a ninguém do seu grupo, o que manteria uma relação amistosa. O segundo grande erro, foi montar o governo sem observar o critério técnico, observando apenas o critério político, priorizando o seu partido (PT) que levou a maior fatia do bolo.

O prefeito João Bosco para governar deixou na gaveta o plano de governo e passou a seguir a cartilha do PT. De cara decretou estado de emergência, o que provocou uma série de problemas. O primeiro deles foi o rompimento com o Padre Apparecido, depois passou a contratar empresas de fora sem licitações, com contratos milionários, beneficiando parceiros de campanha e companheiros de partido. Isso provocou indignação da população, com a quebra de confiança no prefeito.

Com a atuação da imprensa e das redes sociais, denunciando o mau uso do dinheiro público, isso veio servir como base para o MP atuar, demandando quatro processos de improbidade administrativa o que inclusive causou o bloqueio dos bens e das contas bancárias do prefeito e do secretário de esportes, decretado pelo Juiz titular da 2ª Vara Cível e confirmado recentemente pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJB).

A decisão do Tribunal veio fragilizar mais ainda o governo de João Bosco, que vive uma grave crise de moralidade junto à população, devido as graves denuncias de corrupção que continuam acontecendo, inclusive gerando uma crise política. Como o governo está sendo levado a entrar num atoleiro jurídico, e a judicialização de um governo é de extrema irresponsabilidade, isso poderá levar o prefeito a perder o mandato, mesmo porque, o MP e o Judiciário têm mostrado as garras.

DILVAN COELHO

 

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Postado em: 22/02/2014 às 10h37

A PRIMEIRA DERROTA DE JOÃO BOSCO NO TJB-BAHIA.

 

          

 

O comentário de algumas liderança de Teixeira de Freitas, Bahia dão conta  que ninguém consegue cooptar ou corromper o  TJB da Bahia e mesmo  por isso, João poderá ser afastado em breve. Leia essa decisão.

 

DIÁRIO DA JUSTIÇA ELETRÔNICO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA
## QUARTA CÂMARA CÍVEL ##

PUBLICAÇÃO DE DESPACHOS E DECISÕES MONOCRÁTICAS

0002335-89.2014.8.05.0000 Agravo de Instrumento
Agravante : João Bosco Bittencourt
Advogado : Flavia Larissa Cavalcanti de Oliveira (OAB: 16794/BA)
Agravado : Ministério Público do Estado da Bahia
Inconformado com a decisão proferida pelo Ilustre Juiz da 2ª Vara de Feitos de Relação de Consumo, Cível e Comerciais da
Comarca de Teixeira de Freitas, nos autos da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado da Bahia,
determinando a indisponibilidade dos bens dos requeridos, inclusive veículos automotores, com ordem de expedição de
ofícios aos órgãos competentes, para o registro e publicidade da dita indisponibilidade, evitando-se possíveis transferências,
até o valor pleiteado pelo "parquet”, mas postergando para apreciação futura o pedido de afastamento dos demandados
dos seus respectivos cargos públicos, João Bosco Bittencourt, Prefeito Municipal de Teixeira de Freitas, interpôs o presente
agravo de instrumento, visando a reforma do decisório e aduzindo, preliminarmente, o seguinte: impossibilidade de conversão
deste procedimento recursal na modalidade retida, diante da necessidade urgente de reforma da interlocutória agravada;
nulidade da medida vergastada, por ausência de notificação prévia para apresentação de defesa, em ofensa ao art. 17,
§7º, da Lei 8429/92; nulidade, diante da necessidade de individualização do bens, com a decretação de indisponibilidade
somente de bens suficientes ao integral ressarcimento do erário; ausência de legitimidade ativa do Órgão Ministerial, em
razão do objeto, a impor a extinção do procedimento, além da ilegitimidade passiva do agravante, na medida em que deve
ser o ente público que ele representa o único legitimado para a ação ora em curso. Sustentou, quanto ao mérito, em síntese,
a ausência dos requisitos de lei essenciais à decretação da medida constritiva, invocando a falta de provas a lastrear as
alegações deduzidas na inicial da demanda. Pugna pela impressão de efeito suspensivo ao recurso e, afinal, o provimento
do agravo, com a cassação da decisão hostilizada. É o relatório. De logo cumpre ressaltar, contrariamente ao quanto
defendido na peça recursal, a possibilidade de o presente recurso ser convertido na forma retida, a teor do art. 527, II, do
CPC, porquanto aqui não reconhecido o periculum in mora relativamente ao agravante, vislumbrado, na verdade, no que
tange ao interesse da coletividade, cuja preservação é objeto precípuo do Órgão Ministerial ao ajuizar o procedimento de
origem no 1º Grau. As demais arguições preliminares encontram-se reservadas ao exame do Magistrado presidente do
feito, apresentando-se descabida, nesta oportunidade, qualquer manifestação a respeito, sob pena de supressão de
instância. No mérito, considerando a finalidade da decisão hostilizada, não vislumbro, como antes salientado, a possibilidade
da mesma causar ao agravante os danos por ele mencionados, tendo em vista que foi determinada a indisponibilidade
de bens de todos os acionados e no montante ali indicado, que de relação ao recorrente se limitou a R$ 20.848,71 (vinte mil
oitocentos e quarenta e oito reais e setenta e um centavos), apto ao ressarcimento do erário, nos termos do quanto
postulado pelo MP, às fls. 9/11 da inicial, conforme anunciado pelo Magistrado no seu decisório, sendo certo que a titularidade
dos aludidos bens não será atingida com a medida, valendo ressaltar, também, que o interesse público deve sobrepujar aos
interesses do recorrente e, da análise dos autos, sem adentrar no exame do mérito da ação originária, posto que os fatos
denunciados reclamarão detida análise do Juízo singular, sob pena de supressão de instância, emerge incontroverso o
periculum in mora inverso que embasou o acautelamento determinado pelo juízo de primeiro grau, na busca de preservação
do interesse público. Nestas condições, concluiu o Ilustre Presidente do feito, convencido da razoabilidade e pertinência das
alegações do Órgão Ministerial – não se exigindo, nesta fase primitiva, o grau de certeza completa e exauriente reservado à
fase meritória – por decretar a indisponibilidade de bens do agravante, que, além de guardar proporcionalidade com o
alegado valor do dano, visa evitar possível dissipação e assegurar eventual reparação à administração pública. Nos termos
da jurisprudência pacífica do STJ, de todo cabível o provimento emergencial na forma exarada, haja vista que fundado o
entendimento do julgador nos indícios de irregularidades e responsabilidade dos acionados e dos eventuais danos causados
ao patrimônio público. Assim: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA.
INDISPONIBILIDADE DE BENS. DESPROPORCIONALIDADE DA MEDIDA NÃO CONFIGURADA.1. Segundo jurisprudência
desta Corte, a medida de indisponibilidade patrimonial, aplicada aos réus em ação civil pública por improbidade
administrativa, não devem se restringir apenas a um eventual enriquecimento ilícito, mas devem garantir a reparação de
todas as consequências financeiras decorrentes dos atos ímprobos.2. Hipótese em que a medida constritiva, apurada pela
instância ordinária, no valor de R$ 92.000,00 (noventa e dois mil reais) levou em consideração o dano ao erário.
Desproporcionalidade não configurada.3. Embargos de declaração rejeitados, com esclarecimentos.(EDcl no REsp 1314092/
PA, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 28/05/2013, DJe 13/06/2013). ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL
CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. INDISPONIBILIDADE DE BENS. COMPROVAÇÃO
DE EFETIVA DILAPIDAÇÃO PATRIMONIAL. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES. 1. Trata-se de Recurso Especial interposto
pelo Ministério Público Federal contra decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que indeferiu o pedido de
indisponibilidade de bens, por entender necessária a demonstração de dilapidação patrimonial ou de sua iminência. 2. A
Primeira Seção do STJ (REsp 1.319.515/ES, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, Rel. p/ acórdão Min. Mauro Campbell
Marques, Dje 21.9.2012) firmou a orientação de que a decretação de indisponibilidade de bens não se condiciona à
comprovação de dilapidação efetiva ou iminente de patrimônio, porquanto tal medida consiste em "tutela de evidência, uma
vez que o periculum in mora não é oriundo da intenção do agente dilapidar seu patrimônio e, sim, da gravidade dos fatos e
do montante do prejuízo causado ao erário, o que atinge toda a coletividade”. 3. Decisão de origem que diverge da jurisprudência
do STJ. 4. Recurso Especial provido para determinar que o pedido de indisponibilidade seja examinado conforme a
presença de fundados indícios da prática de atos de improbidade, estando dispensada a prova de dilapidação patrimonial
ou de sua iminência. (REsp 1308865/PA, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 11/06/2013, DJe
25/06/2013). RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. EMBARGOS DE TERCEIRO OPOSTOS PELA ESPOSA DO ACIONADO. CABIMENTO DA JUNTADA DE DOCUMENTOS
NOVOS EM FASE DE APELAÇÃO, DESDE QUE OBSERVADO O CONTRADITÓRIO.POSSIBILIDADE DE INCIDÊNCIA
DA CONSTRIÇÃO PATRIMONIAL SOBRE BENS ADQUIRIDOS EM DATA ANTERIOR À SUPOSTA CONDUTA ÍMPROBA
EM MONTANTE SUFICIENTE PARA O RESSARCIMENTO INTEGRAL DO AVENTADO DANO AO ERÁRIO.PRECEDENTES
DESTA CORTE. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO. 1. A juntada de documentos, em fase de apelação, que não se
enquadram naqueles indispensáveis à propositura da ação e apresentam cunho exclusivamente probatório, com o nítido
caráter de esclarecer os eventos narrados, é admitida, desde que garantido o contraditório e ausente qualquer indício de
má-fé, sob pena de se sacrificar a apuração dos fatos sem uma razão ponderável. 2. É pacífica no Superior Tribunal de
Justiça a orientação de que a medida constritiva deve recair sobre o patrimônio dos réus em ação de improbidade administrativa,
de modo suficiente a garantir o integral ressarcimento de eventual prejuízo ao erário, levando-se em consideração,
ainda, o valor de possível multa civil como sanção autônoma (REsp. 1.347.947/MG, Rel. Min. ELIANA CALMON, DJe 28.08.2013).
3. A indisponibilidade acautelatória prevista na Lei de Improbidade Administrativa tem como finalidade a reparação integral
dos danos que porventura tenham sido causados ao erário; trata-se de medida preparatória da responsabilidade patrimonial,
representando, em essência, a afetação de todos os bens necessários ao ressarcimento, podendo, por tal razão, atingir
quaisquer bens ainda que adquiridos anteriormente ao suposto ato de improbidade. Precedentes. 4. Recurso Especial
desprovido. (REsp 1176440/RO, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 17/09/2013,
DJe 04/10/2013) Nestas condições, ausente a possibilidade de dano irreparável e de difícil reparação ao recorrente, CONVERTO
EM RETIDO este agravo, determinando a remessa dos autos ao Juízo de origem.

Publique-se. Intimem-se.
Salvador, 19 de fevereiro de 2014
Emílio Salomão Pinto Resedá

 

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Postado em: 21/02/2014 às 22h04

ESSA É A HORA DE DAR UM BASTA A CORRUPÇÃO

 

 

         

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Postado em: 19/02/2014 às 13h56

PAULO SOUTO TEM A PREFERÊNCIA DE JUTHAY

 

 

                        

 

O deputado federal Jutahy Magalhães Jr. sinalizou nesta quarta-feira (19) a preferência do PSDB baiano por Paulo Souto (DEM) como candidato das oposições ao governo da Bahia, com Geddel Vieira Lima (PMDB) como postulante ao Senado, pela mesma chapa. Sem citar o nome do preferido dos tucanos para tentar a sucessão de Jaques Wagner, o parlamentar deu uma pista. "A minha avaliação é que, entre Paulo Souto e Geddel, cada um é mais forte especificamente para um cargo”, disse, em entrevista ao programa Acorda pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5. De acordo com sondagens feitas entre os oposicionistas, o ex-governador apareceria à frente de Geddel, ex-ministro da Integração Nacional e ex-deputado federal. Jutahy lembrou que o processo de definição é liderado pelo prefeito ACM Neto, que já tem "ciência” da posição do PSDB em relação ao tema. "Pode chegar o momento em que o prefeito passe de coordenador a árbitro”, afirmou. Questionado sobre a possibilidade de não haver a sonhada união das oposições, Jutahy disse não acreditar em tal cenário. "Eu não acredito nessa possibilidade dos dois candidatos. Não vejo espaço político para as duas candidaturas. Acredito que teremos uma única candidatura”, respondeu. Sobre o possível arco de alianças estadual, o tucano apostou no apoio do PPS, com base em um diálogo que teria mantido com o presidente nacional da legenda, o deputado Roberto Freire. "Ele me disse que o PPS nacional apoiará Eduardo Campos [PSB], mas está livre nos estados para fazer alianças que impliquem no enfraquecimento do PT. Creio que o PPS não terá dificuldade em coligar conosco”, afirmou. A candidata do PSB ao governo da Bahia é a senadora Lídice da Mata.

 

por Rodrigo Aguiar

 

 

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Postado em: 18/02/2014 às 22h05

PRESIDENTE DA CÂMARA DE VEREADOES DE NOVA VIÇOSA DARÁ POSSE AO NOVO PREFEITO

 

                         

 

O presidente da Câmara Municipal de Nova Viçosa, vereador Rogério de Souza Benjamim (PC do B), foi citado as 07h da manhã desta terça-feira (18/02) pelo oficial de justiça lhe dando ciência da decisão da Justiça Eleitoral para que emposse em 48 horas, o novo prefeito do município de Nova Viçosa em razão da cassação do seu titular. As 10h30 da manhã de hoje (18), o presidente do Poder Legislativo, vereador Rogério Benjamim, publicou o edital convocando todos os 13 vereadores do município para uma sessão extraordinária a se realizar na próxima quinta-feira (20/02), às 14h, no Plenário da Câmara Municipal, para dar posse o segundo colocado nas eleições de 7 de outubro de 2012, Manoel Costa Almeida, o "Manoelzinho da Madeira” (DEM) e o seu vice-prefeito Erivaldo Santos Soares, o "Vade” (DEM).

Os moradores do município de Nova Viçosa estão reclamando, da falta de funcionamento dos órgãos públicos na sede e do interior do município.

 

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Postado em: 15/02/2014 às 22h06

JAQUES WAGNER, TEMOTEO BRITO, PAULINHO DE TIXA E MARCELO NILO EM MUCURÍ

 

 

                   

 

 

O governador da Bahia, Jaques Wagner e o prefeito de Mucuri, Paulo Alexandre Mattos Griffo, o "Paulinho de Tixa” (PDT), o deputado Temoteo Brito e outras autoridades, inauguraram no sábado (15/02), na sede do município, na presença do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Marcelo Nilo e da população, o tão sonhado Sistema de Esgotamento Sanitário que ampliou de 3% para 67% o número de domicílios ligados à rede coletora. Foram construídos 30,4 quilômetros de tubulação, seis estações de bombeamento, uma estação de tratamento, com capacidade para tratar 33 litros de esgoto por segundo e um emissário final, com 603 metros de extensão, que lança o efluente tratado no rio Mucuri. O investimento foi de R$ 14,1 milhões, com recursos financiados pela Caixa Econômica Federal e executado pela EMBASA – Empresa Baiana de Águas e Saneamento.

 

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Postado em: 12/02/2014 às 22h42

BAHIA SOFRE QUEDA NA EXPORTAÇÃO DE CARROS

 

                             

 

Devido a crise econômica na Argentina, as exportações no setor automotivo sofreram uma queda de 85% em janeiro, segundo dados divulgados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O país compra 4 de 5 carros exportados pelo estado e diante de uma crise cambial, instituiu medidas de restrição de até 27,5% na compra de veículos. Em relação aos seus principais destinos de exportação, o cenário também é negativo: com exceção da Ásia, todos os mercados importaram menos da Bahia. A União Européia importou 4,5% a menos em janeiro, o equivalente a US$ 145,3 milhões, também por conta da crise econômica. O mesmo ocorreu com os Estados Unidos, que comprou 9,3% a menos, com o Mercosul (-14,3%) e com a América Latina (-61,6%). Em compensação, mesmo com o real sofrendo uma desvalorização de 15,5% em relação ao dólar no ano passado, as exportações baianas se mantiveram estáveis, crescendo 0,34% em janeiro, segundo dados divulgados pela Apesar do aumento de 21,4% do volume físico embarcado, os preços de produtos importantes para a Bahia, como celulose, químicos, soja, ouro, cobre e petróleo caíram, o que diminui a força dos ganhos alcançados. No mês passado, o setor de derivados de petróleo conseguiu se recuperar da queda na balança comercial do estado em 2013, com uma elevação de 66% nas vendas, em comparação ao mesmo mês no ano passado. Outros setores com variação positiva nas vendas foi o de celulose e químicos e petroquímicos, com alta de 32 e 14%, respectivamente. 

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Postado em: 12/02/2014 às 07h59

“Se quisesse, ia roubar só 20 mil reais?” pergunta prefeito João Bosco

 

                              

 

O prefeito de Teixeira de Freitas, João Bosco (PT), deu uma declaração polêmica em entrevista a coluna "Tempo Presente” do jornalista, Levi Vasconcelos, do Jornal Atarde da ultima semana.

Na entrevista o prefeito foi questionado sobre o pedido de bloqueio de suas contas bancarias e de seus bens moveis e imóveis, pela MP, que foi acatado pela Justiça, por conta das irregularidades cometidas por ele no "Teixeira Folia 2013”.

                                   

 

Em resposta, o prefeito começa fazendo pouco caso das ações do Ministério Publico da Bahia e da Justiça de Teixeira de Freitas; chamando as de "Pendenga”.

O prefeito também confessa o ato ilegal que cometeu, assumindo que a BA-290 é uma rodovia estadual, e, dizendo que realmente cobrou por espaços na BA.

"Essa PENDENGA gira em torno da BA-290, que é uma rodovia estadual e passa por dentro da cidade. Como a festa foi nela à prefeitura COBROU por alguns espaços.”

João Bosco vai mais longe quando diz que o valor de 20 mil reais cobrado na ação seria irrisório para ele e se fosse roubar, os valores seriam muito maiores.

"Agora veja você: da forma que saiu na imprensa ficou parecendo que eu sou ladrão e por causa de 20 mil reais. Eu não quero roubar nada, mas, se quisesse, ia roubar 20 mil reais?” perguntou João Bosco.

 

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